domingo, 16 de agosto de 2026

A bela do condomínio — Parte I

   

By; @mrerio

Era um dia de semana comum. Havia uma reforma no condomínio e, em algum momento, mexeram na fiação e nos deixaram sem energia elétrica.

Como não havia luz, resolvi sair para fazer umas fotos. Tínhamos um jardim muito bonito e uma ótima arborização, excelentes como cenário.

Levei mais tempo do que precisava para fazer as fotos; eu realmente precisava daquele momento. Foi quando vi uma vizinha que morava no apartamento da frente. Ela veio perguntar se eu tinha energia em casa. Respondi que sim e mostrei que meu Wi-Fi havia voltado a conectar. Ela subiu para casa, voltou algum tempo depois e eu puxei conversa.

- E aí, voltou a luz em casa?

- Voltou, mas acho que queimaram minha máquina de lavar.

- Sério? Por que acha isso?

- Eu estava lavando roupas e agora a máquina não liga.

Eu tinha o costume de tirar tudo da tomada quando coisas assim aconteciam. Estava cansado de passar por esse tipo de problema e sabia bem o que ela estava enfrentando.

- Quer que eu dê uma olhada? Tenho umas ferramentas em casa. Pode ser apenas um problema no disjuntor, na tomada ou algo assim.

- Não quero incomodar…

- Não vai ser incômodo. Estou dando um tempo do trabalho mesmo... Posso dar uma olhada.

Antes de subirmos ao apartamento dela, peguei algumas coisas em casa. A máquina realmente havia dado problema: não funcionava, embora a tomada estivesse normal, e nem ligando-a em outro lugar conseguimos fazê-la funcionar.

- Ah, que bacana! — disse ela, chateada. — Preciso dessas roupas limpas para levar na viagem.

- Pode lavar lá em casa. Tenho lavadora e secadora, pode usar... Estou mesmo te devendo uns favores — falei, rindo.

- Não posso te incomodar, não quero atrapalhar sua vida. Você tem de trabalhar.

- Nada. Trabalho por conta própria e hoje tirei o dia de folga. Só vou editar umas fotos e depois tirar outras.

- Vai ser um incômodo. É muita coisa para lavar, muita energia e água.

- Pode ficar tranquila! Quer saber, pega suas coisas aí, eu te ajudo.

Ajudei-a com a cesta de roupas. Ela pegou sabão, amaciante e mais algumas coisas, e fomos para o meu apartamento. Ao chegar, ficou admirada com as máquinas de lavar e secar, ambas muito modernas, e com o espaço organizado. Fiz um café e a deixei à vontade para cuidar das roupas. Depois, sentei-me diante do computador, liguei um som e comecei a trabalhar nas fotos que havia tirado.

- É uma bela máquina fotográfica que você tem. É fotógrafo profissional?

- Ah, obrigado! Não, tenho uma empresa de software e outra empresa. Fotografia é só um hobby.

- Sério, um hobby? E usa uma máquina dessas? — perguntou ela, admirada.

- Para você ver como gosto. Invisto nos meus hobbies porque me fazem muito bem.

- Hobbies? Tem mais de um? — perguntou ela, curiosa.

- Claro: fotografia, música, livros, trabalhos manuais, cozinha... Preciso me manter ocupado.

- Nossa, quanta coisa... — comentou ela, admirada.

- Esta mesa fui eu que fiz. Também fiz a estante de livros e a automação da casa. Só não fiz os instrumentos... ainda — respondi, rindo.

- Agora fiquei com inveja! Escuta, posso ir tomar um banho enquanto as roupas estão lavando? — perguntou ela, enquanto tomava o café.

- Sem problemas. Pode deixar a porta encostada, vou ficar por aqui mesmo.

Ela terminou o café e se despediu, mas voltou depois de alguns minutos.

- Olha, parece clichê, mas meu chuveiro não está funcionando, pode dar uma olhada?

- Posso sim, me dá um minuto.

Ela ainda estava vestida, de jeans e camiseta. Nada indicava que quisesse algo a mais. Era muito simpática e bonita, mas não usava o corpo como instrumento; resguardava-se. Era estranho vê-la render conversa naquele momento, já que nunca prolongava muito nossos encontros, nem mesmo no elevador. Morar no segundo andar também tornava esses contatos mais breves. Tinha cabelos pretos, curtos, em corte chanel, olhos verdes e corpo violão. Usava a academia do prédio sempre que podia, cuidava bem do corpo, mas não se exibia.

Verifiquei o chuveiro e constatei que a resistência realmente havia queimado. Os conectores também estavam instalados de forma errada. Como eu tinha conectores e resistências de reserva, mostrei a ela que aquelas peças estavam prestes a dar problema, e ela concordou com a troca. Pouco depois, o chuveiro estava funcionando perfeitamente.

- Olha, você precisa acionar o síndico, eles precisam te ressarcir pela resistência e pelo conserto da máquina.

- Então, estou tomando banho frio há duas semanas, mas a máquina estragou hoje.

- Putz, gosta de banho frio ou foi por não querer mexer no chuveiro? — perguntei, rindo.

- Detesto banho frio... Mas não sabia a quem procurar.

- Olha, eu sempre ajudo o pessoal do condomínio: faço pequenos reparos, recebo encomendas... A dona Luzia sempre me pede ajuda e insiste em me dar bolos como pagamento.

- Nossa, ela é uma gracinha, né? Os bolos são bons?

- Você provou durante o café... O que achou?

- É, ela é boa mesmo.

- Bom. Vou te deixar tomar seu banho.

Voltei para o meu apartamento e continuei fazendo minhas coisas. Já estava perto do almoço, então resolvi preparar algo para comer.

- Que cheiro bom! — disse ela, entrando na cozinha. — O que você está fazendo?

- Comida para uns dias, uma carne, arroz, feijão e alguns legumes.

- O cheiro está maravilhoso!

- Quer almoçar comigo? — perguntei, sorrindo. — Estou fazendo o bastante.

- Não quero incomodar. Você já está fazendo demais ao me deixar usar a lavadora.

- Senta aí, vou preparar um prato pra gente.

Conversamos por algum tempo sobre várias coisas. Descobri que ela era representante de vendas, estava sempre viajando e gostava de música. Disse que adorava me ouvir tocar violão, embora nunca conseguisse identificar o outro instrumento que eu tocava; ainda assim, gostava de ficar ouvindo. Contou que o namorado havia terminado com ela para trabalhar fora e que já estava com outra pessoa. Falou também sobre o segundo curso superior que fazia. Ela era uma moça muito legal: além de bonita e elegante no dia a dia, era inteligente, um tanto nerd, simpática, divertida e muito focada nas próprias coisas. Durante o almoço, acabou contando que não prolongava as conversas com o pessoal do condomínio porque ou eram muito mais velhos ou estavam interessados apenas no seu corpo, e ela não queria se sentir um objeto.

Confesso que também acabei me abrindo um pouco. Contei coisas da minha vida que só dizia aos amigos e revelei que o instrumento que ela não reconhecia era o meu favorito: o contrabaixo. Falei que a música ocupava um lugar especial na minha vida por causa dos meus pais, além de várias outras coisas que poucos sabiam. Foram duas horas ótimas de conversa. Nesse meio-tempo, ela colocou mais roupas para lavar.

- Ei, Mr., posso usar seu sabão? O meu acabou…

- Claro, está no armário, à direita da máquina, pode usar.

Ela voltou logo em seguida.

- Olha, não está lá, não achei nas outras portas. - Vou olhar...

Acabei encontrando o sabão na prateleira mais alta, mas tinha certeza de que o havia deixado na parte de baixo, onde eu indicara.

- Aqui está! — disse, entregando-lhe o sabão.

- Obrigada, Mr. — disse ela, sorrindo.

- Só precisa disso? — perguntei.

- Para lavar as roupas, sim…

- Se precisar de mais alguma coisa, me avisa, ok?

Nesse momento, ela me olhou no fundo dos olhos, aproximou-se e me puxou pela camisa. Eu a abracei, ela ficou na ponta dos pés e nos beijamos por alguns segundos.

- Você está sendo um amor, sabia? Só queria retribuir.

- Bom, eu estou em dívida, mas é uma ótima retribuição.

- Eu sei, mas desde cedo você não tentou nada, me tratou bem, não age como os outros. Parece um cara decente, ou não gosta da fruta.

- Ah, pode apostar que gosto muito. Mas prefiro respeitar o espaço que as pessoas estabelecem.

- É, eu sei, mas você é diferente, e eu gosto disso — disse ela, sorrindo.

Ela ainda me envolvia com os braços. Roubou mais alguns beijos e, em seguida, puxou-me pela mão até a sala.

Ela estava linda. Usava um vestido floral com um decote que não era exagerado, mas chamava bastante atenção em seu corpo. Foi então que percebi que ela não usava sutiã.

Sentei-me no sofá da sala, e ela veio para cima de mim, acomodando-se no meu colo. Pôs as mãos no meu rosto e me beijou. Eu a abracei, retribuí o beijo e a apertei contra o meu corpo. E que corpo ela tinha: pernas grossas e bem torneadas, bumbum grande e empinado, seios fartos e firmes, cintura fina para o seu porte. Seu perfume enchia meus pulmões. Um aroma doce exalava do pescoço, dos cabelos, do corpo. Deixei-me levar pelo momento e a toquei de leve. Meus dedos passeavam por sua pele clara, sentindo os pelos se eriçarem com o tesão daquele momento.

Sua respiração se intensificava enquanto nos beijávamos, e pude sentir seu coração acelerar quando nos abraçávamos. Parecia fazer questão de que eu sentisse os seios contra o meu peito. Ela movia os quadris no meu colo como quem dançava sobre mim. Beijava meu pescoço e meus lábios, e eu retribuía o carinho. Tirou minha camisa e passou as mãos pelo meu peito, provocando-me, instigando-me, deixando-me maluco com seus movimentos. Eu mal acreditava que ela estava ali, daquele jeito, em cima de mim. Então fez o que mais me excitava: arranhou minhas costas com as unhas, levando-me ainda mais à loucura. Começou a abrir minha calça devagar, enquanto minha mão deslizava por sua perna, sentindo aquela pele macia e gostosa até chegar ao meio de suas coxas. Encontrei uma calcinha fina, de renda. Meus dedos entraram por baixo do tecido e tocaram sua pele lisa, sentindo apenas a umidade que emanava dela.

Ela ergueu a cabeça e soltou um pequeno gemido. Suas mãos alcançaram meu membro, que já estava ereto, e começaram a acariciá-lo. Sua boca encostou na minha, e nossas línguas se entrelaçaram. Uma de minhas mãos subiu por dentro do vestido, sentindo cada pedaço de sua pele; a outra foi em direção à sua bunda, ainda por dentro da calcinha, mantendo-a firme em meus braços. Em um movimento súbito, levantei-me do sofá com ela no colo e a deitei no estofado. Ela se inclinou para trás, e eu a beijei ainda mais. Ajoelhei-me no chão, diante dela, e ela pegou minha cabeça, empurrando-a para baixo. Beijei seus seios no caminho e depois sua barriga, por cima do vestido, até chegar com a boca entre suas pernas. A marca de seu tesão aparecia na calcinha. Afastei o tecido com os dedos e toquei sua pele com a língua. Sua boceta era linda, cheirosa, lisa, do jeito que eu gostava. Tinha uma textura macia e gostosa ao toque da língua, e o sabor era incrível: doce, com um fundo salgado. Seu grelo era grande; os lábios, molhados e inchados, escapavam da boceta. Eu os chupava, e ela gemia alto ao toque da minha boca. Ela tirou a calcinha e escorregou um pouco mais pelo sofá, permitindo que eu a chupasse mais fundo. Minha língua passeava por toda ela, acariciando seu clitóris enquanto meus lábios o sugavam. Sua voz era incrível enquanto gemia: doce, suave, um pouco rouca. Tudo aquilo me deixava muito excitado.

- Você chupa bem, não para... — dizia ela, entre gemidos.

Ela ergueu um pouco minha cabeça e me fez olhar para seu rosto.

- Me faz gozar na sua boca, me faz gozar na sua boca... — pedia ela, com a voz rouca e excitada.

Sorri para ela e voltei ao meio de suas pernas, chupando e lambendo toda aquela boceta linda e greluda. Os gemidos tomavam conta da sala, mas não nos preocupávamos muito: éramos os únicos moradores em casa; os outros estavam trabalhando àquela hora. Ela apertou minha cabeça entre as coxas e movimentou os quadris contra meu rosto. Seus movimentos aceleraram, os gemidos ficaram mais intensos e suas mãos pressionaram ainda mais minha cabeça contra seu corpo. Sua boceta ficava cada vez mais molhada, até que um gemido alto escapou de sua boca e ela se contorceu inteira no sofá.

Seu prazer inundou meu rosto, suas coxas me sufocaram e seu calor me excitou ainda mais. Ela me puxou para cima e me beijou, sentindo o próprio gosto na minha boca. Beijou-me, lambeu-me, provocou-me e me abraçou com força.

- Isso foi uma delícia... — falou bem baixinho.

- Você é uma delícia, por isso — respondi, beijando seu pescoço.

- Olha, não quero cortar seu barato, mas eu preciso fazer uma coisa lá em casa, mas eu volto pra pegar as roupas e trazer mais…

- A máquina é toda sua, pode usar à vontade.

- Não quero usar só a máquina! — disse ela, segurando meu pau. — Passa seu número. Quero que seu amigão aqui fique assim até eu voltar.

Ela voltou para o apartamento, e passamos o tempo conversando e trocando fotos e vídeos, até que retornou para lavar mais roupas e buscar as que já estavam prontas.

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